Londrina em luto por 3 dias, e a imprensa, para sempre!

Foto: Folha de Londrina
No mesmo local em que recebeu o título de cidadão honorário - em Março deste ano - o jornalista e filósofo Paulo Ubiratan despediu-se desta vida recebendo as últimas homenagens, de amigos particulares, companheiros profissionais de imprensa, e autoridades políticas.

Velado na Câmara Municipal de Londrina e enterrado às 16 horas deste domingo de eleições, o gaúcho (famoso e orgulhoso disso) Paulo Ubiratan Campos de Carvalho, morreu às 11 horas da noite do sábado (02/10) na UTI do Hospital do Câncer, na qual já permanecia havia
três meses, por conta de um cancro pulmonar.

Na época da ditadura militar no Brasil morou por dez anos no exterior, tendo passagens pela Espanha, Portugal, Cuba e Chile. Em sua caminhada profissional, a 'subida' ao Paraná terminou em 1985, deixando nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por qual passou, sua experiência de jornalista em tv's e jornais impressos. Em Londrina Paulo trabalhou no jornal Folha de Londrina por 14 anos como editor de Polícia, e no rádio por 13 anos, como apresentador e diretor de jornalismo da Rádio Tabajara, atual Rádio CBN.


Idealizador, Paulo usava de sua profissão para brigar principalmente por direitos do povo e deveres políticos. Liderou diversas "campanhas" na cidade, como a da implantação do ILS no aeroporto de Londrina, esta, a única que não viu se concretizar, diferente por exemplo da criação da Ala de Queimados do Hospital Universitário, qual presenciou em 2007, e também da Campanha da Moralidade (1999-2000), que culminou na cassação do ex-prefeito de Londrina Antônio Belinati.

Autor do livro ''Nuances'' (2007), terminava o "Alvorada de Londrina - A saga de um gaúcho" que deve ser publicado em breve, e também indiretamente colaborou no livro "
2 Minutos com João Milanez" que conta a trajetória do fundador do jornal "Folha de Londrina", já que este  foi baseado em entrevistas de João Milanez à Paulo Ubiratan em um programa veiculado na Rádio CBN por mais de seis anos. 

Ubiratan ensiou a todos os seus companheiros de trabalho e a muitos jornalistas recém formados (muitos mesmo), que esta profissão deve ser pautada na ética, e construída com ideais, personalidade, luta e amor.

Londrina segue em luto oficial por 3 dias, e a imprensa, para sempre.

Trabalhador, Trabalhadora. Pense nisso!
Paulo Ubiratan (15/07/1938 * 02/10/2010)

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