TV Globo. Mão de obra barata ou a voz da comunidade?

16:08 Bruno Cardial 0 Comments


No começo de maio, um projeto da TV Globo-Rio que levaria ao ar reportagens de telespectadores nos telejornais, foi contestado e causou muitas polêmicas entre os profisionais de comunicação.
No projeto, a participação da comunidade retratando algumas realidades, traria uma interação maior, inovando na comunicação principalmente nos tempos das chamadas "novas mídias". Ter a realidade, visão e interpretação locais é o maior desejo deste projeto que promete expandir às afiliadas m todo o Brasil.

Porém, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munícipio do Rio de Janeiro e a Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio de Janeiro (Arfoc) contestaram, enxergando isso como uma forma de utilizar de mão de obra barata, já que muitos meios de comunicação exploram os jornalistas não formados, ou até mesmo os não jornalistas.

A TV Globo rebateu as críticas, em nota oficial, justificando que os trabalhos "Serão coordenados por jornalistas e que o projeto não diminuiu o quadro de vagas para profissionais (...) A TV Globo jamais usou mão de obra barata no lugar de jornalistas (...) Trata-se de dar voz à comunidades para que elas retratem o seu dia a dia, naquilo que consideram importante, com a supervisão de nossos jornalistas. E os jovens contratados não ocuparam vagas existentes na empresa e nem substituíram profissionais. Ao contrário, o projeto gerou novos postos de trabalho".

Persistindo nisto, o SPTV (telejornal local da TV Globo em São Paulo), abre na próxima semana (de 6 e 12/6) inscrições para telespectadores colaborarem no projeto Parceiro da praça SP. Neste quadro, 14 moradores de sete regiões com diferentes graus de instrução e classe social, mostram os acontecimentos de seus bairros. Os candidatos devem ser maiores de 18 anos, com ensino médio completo e morar em uma das sete regiões selecionadas para iniciar o projeto. 


O processo seletivo inclui provas de português, conhecimentos gerais, raciocínio lógico e redação, além de dinâmicas de grupo. Os candidatos serão avaliados por jornalistas e os selecionados farão um curso sobre técnicas jornalísticas.


Muitos jornalistas e comunicadores não irão aprovar esta idéia, mas esta, é uma tentativa da TV se enquadrar (como já estão fazendo o rádio e o impresso), com a Internet, o meio de comunicação que cresce cada dia mais, engolindo os que não se adaptam.

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