Discussão sobre machismo e abuso volta à tona na USP de Piracicaba

10:10 Bruno Cardial 0 Comments


Não se sabe ainda se era pra ser uma brincadeira, e mesmo se fosse, o machismo, o preconceito e o abuso implícito dão o tom de crime ao cartaz com uma espécie de 'ranking' da vida sexual de alunas da ESALQ, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. A escola é um campus da USP em Piracicaba, interior de São Paulo. 

O cartaz foi exposto no pátio com os apelidos de trote e "supostas características irônicas" das estudantes, além do número de pessoas que cada uma teria mantido relações. Esta lista revoltou um grupo de estudantes que, mesmo depois da retirada do cartaz, se manifestou e pretende levar o caso adiante.

 "Brincadeiras" que na verdade não são brincadeiras, devem ser cortadas pela raiz 

Este é um exemplo claro de machismo, porém, universitários, jovens, professores, e os que trabalham com juventude sabem que não são incomuns estas comparações e estas "brincadeiras". O professor que investiga os casos de trotes da ESALQ, em uma entrevista ao site G1, confirma que já havia visto materiais como esse produzido antes, porém, nunca tinham sido expostos como aconteceu nesse caso, a exposição dá margem ao reconhecimento e discriminação.

O cartaz também cita homossexuais e o professor esclarece que é uma evidência de que há grupos que sustentam uma cultura opressora e discriminatória no campus. Casos de estupros coletivos e abusos sexuais são comumente relacionados à sigla USP não somente em Piracicaba e muitos processos tramitam na justiça.

 As respostas aparecem de várias formas 

Na página da ESALQ no Facebook, existem postagens que marcam e comunicam alguns pontos do calendário letivo e atividades da Universidade, nestas, exitem também vários comentários contendo as matérias na internet sobre o caso e sobre outros anteriores.

Além de reações contrárias nas redes sociais, alunas deram "respostas" também com cartazes no mesmo local onde a lista estava anteriormente. Os cartazes exaltam a revolta das alunas com o machismo e racismo contido nas mensagens.

A USP fará uma investigação sobre o caso em uma sindicância interna.





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